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Veneza – Perambulando pela Europa

Uma cidade que é um sonho de consumo para qualquer turista

Gôndolas
Gôndolas

15º Dia: Veneza – Itália

Deixamos a capital da Toscana e do renascimento e seguimos em direção a cidade de Veneza, pegamos primeiramente a Autoestrada A1 até Bologna e depois a A13 passando por Ferrara, Padova, Mestre e finalmente Veneza, percorremos aproximadamente 260 Km em 2:30h. Atravessamos os Alpeninos, cadeia de montanha que cobre toda parte central da península italiana, passando por uma linda zona rural, com belas paisagens de campos dourados de feno e enormes plantações de girassóis, entremeadas por pequenos e românticos vilarejos, que embelezam todo esse incrível percurso.

Em Veneza descemos do ônibus e pegamos o vaporetto, embarcação que faz a travessia entre o continente e o arquipélago que abriga o Centro da cidade. Com paisagens como a de uma pintura, Veneza é um sonho e quem não se emociona ao ver suas construções e uma variedade de embarcações, entre elas as gôndolas, atravessando os canais e passando sob pontes em contraste com um céu profundamente azul.

Descemos no cais da ilha e caminhamos até a Piazza de San Marco, que é a alma e coração de Veneza, sendo o principal cartão postal da cidade e destino obrigatório de qualquer turista. Foi difícil chegar até a praça, primeiro devido ao grande número de turista e principalmente pela cheia que as águas do mar causam ao invadir a ilha nesta época do ano, início do outono no Velho Mundo. Por este motivo precisamos subir em algumas passarelas improvisadas para chegarmos ao centro da praça, local que dá acesso a alguns dos tesouros da cidade, tais como a Basílica de São Marco, o Campanário e o Palácio do Doge. Visitamos a Basílica de São Marcos (Basilica di San Marco, em italiano) construída no ano 830 e que é a sede da arquidiocese católica romana de Veneza desde 1807, sendo a mais famosa das quase 100 igrejas existentes na cidade e um dos melhores exemplos da arquitetura bizantina.

Depois o Campanário de São Marcos que é a construção mais alta de Veneza e um dos símbolos da cidade de Veneza. A torre tem 98,6 m de altura e fica num canto da praça, perto da entrada da basílica. As suas formas são simples e o seu corpo principal possui uma coluna de 12 m de lado e 50 m de altura, sobre a qual assenta o campanário com arcos, que aloja cinco sinos. Originalmente a torre foi construída para servir de orientação às embarcações que se aproximavam da cidade e hoje é de onde se obtêm os melhores ângulos de observação da ilha. Quem tiver disposição e tempo para enfrentar uma fila para chegar ao topo da torre, é só pagar uma pequena quantia e pegar um elevador para apreciar uma exuberante vista lá de cima e torcer também para que neste exato momento os sinos do campanário não toquem, no verão tocam a cada meia hora, pois além do belo cenário que vai guardar em sua cabeça, vai guardar também uma sonora lembrança dos badalos, hehehehe.

O Palácio Ducal (em italiano: Palazzo Ducale), também conhecido como Palácio do Doge, é a antiga sede do governo e foi construído entre 1309 e 1424 e é outro símbolo da cidade de Veneza e uma obra-prima do gótico veneziano. Anexo ao palácio está antiga prisão da cidade, a Prigioni Nove, o primeiro edifício no mundo construído para ser uma prisão e ligando os dois prédios está a famosa Ponte dos Suspiros. Conhecida em todo o mundo, fotografada pelos turistas provenientes de todos os lugares, embora seu nome tenha uma conotação romântica, a verdade é que a lenda diz que esse nome lhe foi atribuído porque a em tempos remotos os prisioneiros que eram levados do Palácio para a prisão ao passar por esta ponte eles davam uma última olhada por uma das janelinhas, viam a liberdade pela última vez, e suspiravam de tristeza, porque jamais voltariam a ver o mundo externo.

Após a visita a estes monumentos resolvemos realizar o tão sonhado passeio de gôndola. Ah! As gôndolas! As tão sonhadas gôndolas, quando as vimos tivemos certeza que não existe nada que retrate mais Veneza que elas e seus gondoleiros, nem mesmo as magníficas máscaras que encantaram e ainda encantam o belo carnaval da cidade. Realmente as gôndolas possuem algum enigma que fascinam a todos. O nosso grupo foi formado por seis pessoas, acho que é o máximo permitido em cada gôndola, e começamos nossa aventura pelos pequenos canais que cortam toda ilha, galera são tantas gôndolas num vai e vem constante que parecia que a qualquer momento ia acontecer uma batida entre elas. Passamos sob dezenas de pontes e prédios com sacadas nas janelas com muitas flores, dando um toque de romantismo ao local, e deu para perceber também que o nível da água estava realmente aumentando, pois em alguns prédios a água já estava ultrapassando a porta de entrada dos mesmos. Continuando nosso passeio, logo atingimos o grande canal, que corta a cidade ao meio, é a principal via de embarcação e percebemos ao longo de suas margens ancoradouros para gôndolas e embarcações maiores, belos casarões e palacetes de séculos passados que relatam toda história de luxo e extravagância da cidade. Um fato curioso aconteceu em um desses casarões da orla do canal, estava sendo realizado uma cerimônia de casamento, com os noivos e convidados numa varanda, foi quando nosso turma gritou para que eles se beijassem, no que fomos prontamente atendidos, em seguida pedimos para que a noiva jogasse o buquê de flores, pois algumas gôndolas próxima a nossa transportavam mulheres “encalhadas”, e ela fez o gesto que ia jogar, porém não jogou. Retornamos ao cais e ali mesmo nas proximidades da Piazza San Marco almoçamos uma boa massa italiana.

Após o almoço resolvemos explorar a cidade a pé, não é necessário estabelecer roteiros para conhecer toda beleza e sentir toda magnitude desse agradável e diferente lugar. Saímos sem destino percorrendo labirintos de ruazinhas e becos, espreitando todos os cantinhos e recantos, passando por igrejas, palácios, lojas, cruzando por milhares de turistas de todas as partes do mundo e muitos artistas de rua pintando, tocando ou simplesmente fazendo encenações espontâneas, atravessamos várias e estreitas pontes sem saber em que local íamos chegar. Por esse emaranhado de ruas estreitas chegamos a lugares surpreendentes como a preciosa Igreja de São Barnabé, onde em 1989 Harrison Ford procurou o Santo Graal em “Indiana Jones e a Última Cruzada” e onde Katherine Hepburn caiu no canal no filme Summertime. Veneza é assim, parar numa daquelas pontes e ver as gôndolas passar tranquilamente por pequenos canais cheia de turistas felizes e se sentir feliz também, ou simplesmente ver os barcos nos canais carregando de tudo, mercadorias, gente e até o lixo produzido na ilha. Somente três pontes cruzam o Grande Canal, a Ponte Degli Scalzi, a Ponte de l’Accademia e a famosa Ponte di Rialto. Construída entre 1588 e 1591, em torno da qual está situado um dos principais trechos comerciais de Veneza. Paramos também para comprar no típico e variado comércio local, um comércio muito parecido com os das ruas do Saara no Rio de Janeiro e do bairro de Brás em São Paulo, que em certos trechos era quase impossível transitar, dado ao grande número de turistas para o pouco espaço físico. Compramos ali a famosa e bela máscara veneziana, para quem sabe, retornar no próximo carnaval a cidade das águas. Hehehhehe.

Considerações finais

Imagine uma cidade cercada por quase 120 minúsculas ilhas, todas acessadas entre si por mais de 400 pontes e canais, onde não há transito de carros e o transporte é feito por curiosas embarcações. Um lugar que todo mundo tem o desejo de visitar ao menos uma vez na vida, uma cidade que é um sonho de consumo para qualquer turista. Assim é Veneza, poucas cidades são tão amadas, possui história e mistério e pouquíssimas são capazes de inspirar sonhos em pessoas de tantos lugares. A cidade símbolo do romantismo continua a mesma desde a idade média e podemos ver palacetes medievais, canais cortados por pontes em arcos e gôndolas deslizando com turistas ou casais apaixonados em silêncio pelas águas, formando um conjunto sem igual, que a transformaram em um lugar impar. É um lugar para esquecermos o transporte terrestre, como carros, ônibus, etc, enfim todo transporte que não seja o aquático, eles não circulam em Veneza, são estritamente proibidos, e são utilizados para locomoção o tradicional ônibus fluvial, o Vaporetto. Os barcos funcionam como ônibus, ou seja, tem ponto de parada e horário fixo de saída. Mas se estiver com pressa ou se quiser mais conforto pode optar pelo “Taxi Boat”. Isso mesmo! Um taxi marítimo! A gôndola é considerada uma das formas de encontro mais românticos de Veneza, porem muitos apaixonados não podem realizar este sonho pois os preços são extremamente abusivos, um absurdo, mas pagar é só pra quem realmente tá podendo ou tá querendo.

Sem dúvida, as gôndolas são objetos lindos de olhar, de fotografar e de passear, e ver os gondoleiros, cantarolando músicas venezianas atravessando a Ponte de Rialto, levando gente apaixonada e turistas curiosos a esta inconcebível paragem italiana, não tem preço. Mais a cidade tem também seus problemas, pois como todo mundo tem o mesmo sonho, a cidade fica com excesso de turistas no período de alta temporada, por este motivo esteja pronto para dividir as ruas, canais, restaurantes e atrações turísticas de Veneza com milhares de outras pessoas. O problema maior é com a poluição ambiental no mundo, principalmente o aquecimento global e seus efeitos sobre o meio ambiente que acarreta um aumento significativo no nível das águas dos mares, incidindo diretamente na cidade de Veneza. Pudemos vivenciar esta tragédia de perto, Veneza está afundando lentamente, e todos sabem que ela está ameaçada de sumir do mapa, seja em decorrência do peso de seus palácios construídos sobre precárias fundações ou pela ação da Acqua Alta, termo usado para definir a inundação de Veneza pelo mar. Cada vez é mais frequente o turista encontrar grande parte da cidade inundada pela água do mar. Nós, por exemplo, encontramos a Piazza San Marco coberta por uma lâmina de água e à medida que a maré foi aumentando, o nível de água na praça se elevou também. A décadas estes problemas vem preocupando autoridades e diversas instituições internacionais, que estudam alternativas visando impedir que Veneza possa um dia submergir sob as águas do Mar Adriático, mas somente agora foi dado início à execução de um projeto, que envolve a construção de barreiras móveis, destinadas a impedir o lento e progressivo afundamento da cidade. Entretanto ninguém sabe com certeza se este projeto conseguirá salvar Veneza de morrer afogada. Apesar de todo esforço do homem, o mar ainda não encontra resistência na luta inglória pela sobrevivência da cidade.

Estes problemas afetam diretamente a população que mora na ilha, que deixa de investir na conservação de seus patrimônios, como suas casas e também pela falta de paz e privacidade, ocasionando todos os anos uma debandada de muitos moradores da ilha e com eles a história do passado de Veneza. Há muito já se foram os tempos em que a Sereníssima, como também é conhecida Veneza, reinava solene no Mar Adriático e não sentia os efeitos da elevação do nível do mar, entretanto, independentemente de sua trágica realidade, a cidade mantém o charme, o mesmo poder e importância há séculos e continua despertando sonhos e emoções inigualáveis a muita gente.

Texto: Valdir Neves

Veja as Fotos

As dicas para quem vai a Veneza

O que fazer

Passeio de gôndola

O preço é tabelado: US$ 100 por 40 minutos e US$ 150 por uma hora, para a gôndola fretada. Depois das 19h as tarifas sobem para US$ 125 e US$ 185, respectivamente. Você também pode embarcar em grupo.

Campanário Di San Marco

Piazza San Marco, horário de visita: 9h às 21h Preço: 8 euros.

Basílica Di San Marco

Piazza San Marco Site:www.basilicasanmarco.it/
Horário: 9:45 às 17h e aos Domingo: 14h às 16h Ingresso Gratuito. Porém se quiser visitar o Palad’oro (2 euros), o Tesoro della Basilica (3 euros) ou o Museu (4 euros).

www.basilicasanmarco.it

Onde ficar

Hostel Alloggi Agli Artisti

Limpo, com preço razoável, e fica no coração da ilha.

OBS: As hospedagens em Mestre são muito mais baratas.

>Outras Dicas

  • O Venici Card permite a entrada para diverso museus e para as 16 igrejas do Chorus Pass. Oferece descontos em alguns eventos e exposições temporárias, não é necessário entrar em filas, uso por 2 vezes em banheiros públicos, acesso ilimitado aos vaporettos, entre outras vantagens. Preços entre 14 e 48 euros, com duração de 1 a 7 dias.

  • Rolling Venice Card – Descontos para atrações e transporte, válido apenas para jovens entre 14 e 29 anos. Preço 4 euros.
    OBS: Qualquer um desses passes só se torna vantajoso se você passar mais tempo na cidade e pretender entrar em muitos lugares.
    6- Fique atento nos restaurantes para o valor do coperto(taxa por se sentar à mesa) e para o servizio (imposto), que varia entre 10 e 15%. Em alguns lugares os impostos já estão incluídos nos preços. Preste atenção nestes detalhes

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